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Colorimetria capilar

Colorimetria capilar: o que é e como funciona a coloração dos fios

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Muitas vezes nos deparamos com o espelho e desejamos mudar alguma coisa para transformar nossa aparência. E, geralmente, nesses momentos, o eleito para as mudanças é o cabelo. Quem nunca escutou aquela velha máxima de que uma nova fase da vida merece um cabelo novo?

Pois bem, a verdade é que muita gente acaba com receio de promover uma transformação radical, como cortes de cabelo muito diferentes dos fios atuais, por medo de se arrepender depois. Por conta disso, muitas pessoas acabam optando por tinturas ou produtos para modificar a cor das madeixas.

Mas se você acha que colorir os cabelos é simplesmente comprar uma tintura do tom desejado, você está muito enganada. No mundo das madeixas, existe uma ciência que estuda exatamente as cores dos fios e as modificações que podem ser feitas nas madeixas a partir das tinturas. Ela se chama colorimetria capilar. E existe até um profissional especializado nessa área, o colorimetrista.

Se você ficou interessada em saber mais,então confira todas as informações que organizamos para você!

Veja também: Cabelos coloridos: saiba como apostar na tendência e cuidar dos fios

O que é colorimetria?

A colorimetria é uma técnica que foi criada, ainda na década de 1950, pela estilista californiana Suzanne Caygill. Ela acreditava que o nossos tons de pele e cabelo poderiam ser refletidos nas quatro estações do ano.

Durante a análise, o profissional irá identificar as classificações e subvariações, como temperatura e outras dimensões, da sua pele e cabelos, criando uma cartela de cores que mais combinam com você.

E a colorimetria capilar?

Colorimetria capilar

Bem, a colorimetria capilar é o estudo das cores em tudo o que envolva técnicas de coloração. O profissional que se dedica à essa área tem profundo conhecimento sobre as cores e, também, sobre o comportamento dessas nos fios.

Dessa forma, o profissional precisa saber sobre a relação das cores – primárias, secundárias, terciárias, quentes, frias e neutras – e também os tons e nuances de cada uma. A partir disso, é possível analisar o que é necessário para atingir a cor desejada das madeixas, corrigir fios manchados e até esfumar a raiz do cabelo.

Como funciona?

A prática da colorimetria capilar tem como base a Estrela de Oswald, uma ferramenta utilizada para entender o processo de coloração e neutralização de tons indesejáveis. A partir disso, o colorista pode criar novas cores e eliminar tons incorretos.

Cores primárias (fundamentais)

  • Azul
  • Vermelho
  • Amarelo

As cores primárias são aquelas que dão origem às demais. Se misturadas, elas formam a cor marrom.

Cores secundárias (complementares)

  • Verde (azul + amarelo)
  • Roxo (vermelho + azul)
  • Alaranjado (amarelo + vermelho)

As cores secundárias são o resultado da mistura entre as cores primárias em proporções iguais.

Cores terciárias

As cores terciárias são o resultado da mistura entre uma cor primária e outra secundária, em qualquer proporção – o que resulta numa combinação infinita de cores. Por exemplo, o oliva, que é uma mistura entre o verde e o amarelo.

Cores quentes

Colorimetria capilar

São as tonalidades que passam a impressão de expandir e aproximar as formas, pois absorvem mais luminosidade. São cores que têm como base o vermelho, laranja e amarelo. Além disso, os reflexos róseo, acaju, dourado, vermelho e acobreado.

Cores frias

São as tonalidades que passam a impressão de diminuir e distanciar as formas, pois refletem uma menor luminosidade. São cores que têm como base o azul, verde, violeta e cinza.

Cores neutras

São tonalidades utilizadas, geralmente, para criar fundos, pois são poucos visíveis e vibrantes. As cores dessa categoria são o resultado da mistura entre tons frios e quentes.

E como aplicar essa técnica na coloração dos fios?

Com base no conhecimento das cores e na Estrela de Oswald – e também na análise dos tons do cabelo da cabelo -, o profissional pode escolher qual tom é o mais indicado para se chegar ao resultado pretendido. Para isso, é preciso entender sobre as tonalidades do fio e também sobre os fundos de clareamento.

Altura do tom

Diz respeito aos tons que se pode alcançar com a colorimetria capilar. Existe uma tabela universal que classifica essas tonalidades. No total, 9 tons – dos mais claros até os mais escuros – compõem a tabela. Entretanto, a maioria das marcas de tinturas costumam trabalhar com 10 ou 12 alturas de tons, que são:

  • Altura de tom 1: preto azulado
  • Altura de tom 2: preto
  • Altura de tom 3: castanho escuro
  • Altura de tom 4: castanho médio
  • Altura de tom 5: castanho claro
  • Altura de tom 6: loiro escuro
  • Altura de tom 7: loiro médio
  • Altura de tom 8: loiro claro
  • Altura de tom 9: loiro muito claro
  • Altura de tom 10: loiro claríssimo
  • Altura de tom 11: loiro ultraclaro
  • Altura de tom 12: loiro ultraclaríssimo

Reflexos (nuances)

Colorimetria capilar

Os reflexos são obtidos a partir de pigmentos frios ou quentes, que são acrescentados ao tom base, para dar brilho, intensidade e diferenciar a altura do tom. Na embalagem, o reflexo – ou nuance – da tonalidade é, geralmente, indicado pelo número que vem logo após o ponto. Ou seja, depois do número que indica a altura do tom. Vale lembrar que algumas tinturas apresentam dois números após o ponto. Isso significa que existem dois tipos de reflexos presentes na tintura: o primeiro é a tonalidade que vai ser mais aparente, enquanto o segundo apresentará apenas algumas nuances. Eles são divididos da seguinte forma:

  • Numeração 1 após o ponto: reflexo cinza
  • Numeração 2 após o ponto: reflexo irisado
  • Numeração 3 após o ponto: reflexo dourado
  • Numeração 4 após o ponto: reflexo acobreado
  • Numeração 5 após o ponto: reflexo acaju
  • Numeração 6 após o ponto: reflexo vermelho
  • Numeração 7 após o ponto: reflexo esverdeado

Fundos de clareamento

De forma resumida, o fundo de clareamento é a cor que resulta após um processo de clareamento, seja ele natural ou artificial. Cada altura de tom possui um fundo de clareamento correspondente.

Esse é um conceito extremamente importante dentro da área da colorimetria, porque as tonalidades e os reflexos só vão aparecer com fidelidade se os fios estiverem com uma base adequada. Caso contrário, o que pode ocorrer é um erro muito comum em quem costuma aplicar a coloração sozinha: o cabelo ficar com uma cor totalmente diferente da modelo da embalagem da tintura!

Na prática

Tomando como base a Estrela de Oswald e as informações sobre cores e tonalidades apresentadas anteriormente, temos o seguinte:

A Estrela de Oswald funciona da seguinte forma: quando duas cores aparecem em posições opostas na estrela, isso significa que elas podem anular uma a outra. Por exemplo, o azul pode neutralizar o laranja ou vice-versa. Nesse caso, se um cabelo estiver com um fundo ou um reflexo muito alaranjado, o profissional poderá aplicar um tom de azul para anular o excesso de laranja, criando uma base neutra.

Outro exemplo do uso dessa técnica é no momento da matização. Quando o cabelo loiro fica com aquele aspecto amarelado – conhecido como “gema de ovo” -, ele pode ser anulado com o uso de uma tintura ou tonalizante roxo. O resultado é um tom de loiro acinzentado, ou seja, neutralizado.

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